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Posts de Abril, 2009

Ela só tinha perspectiva, mas naquela idade não poderia ter outra coisa. Dois dias passam rápidos, um ano mais ainda, está para chegar o dia em que terá sonhos jogados no asfalto. Pelo menos tem consciência disso, sonhos não são feitos de cal e tijolo,  e ideias são que nem farinha, basta uma ventania e [...]

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em número contínuo de vezes…

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Com licença poética

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, [...]

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Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, [...]

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Dizem que em março as águas vêm, lavam tudo, levam consigo o que estiver solto ou fora do lugar. Mas chega abril e todos os objetos e sentimentos já estão espalhados, marcados pelas águas que passaram noutro mês. Agora é só sentar, ver o mundo girar e olha que sentado, completamente despreparado vem o vento [...]

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Meninos choram

Ele era um garoto, ele não passava disso, ele nunca foi mais do que isso. Mesmo que tivesse cinquenta ou vinte e dois anos, ele seria sempre, para sempre, um garoto. Ele tem coração, ele tem sentimentos, ele tem alma de menino que ganha bombom da vovó todo domingo, ele cheira a talco, ele inspira [...]

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Se você soubesse a imensidão da dor que me causa cada manhã sem você, talvez teria adiado de boa saúde a sua já contada partida. Agora me pergunto o que faço com  toda a ausência que sobrou, com o nada que me restou e toda a falta que me mata um pouco por dia. Não [...]

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