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Arquivo da categoria ‘diário’

que um dia os dias parem

Os carros passam, os ponteiros giram, os muros caem, as pessoas andam. Ao contrário dos movimentos, eu resolvi esperar em silêncio, parei na calçada e deixei o tempo atravessar a rua com sua fileira interminável de dias longos.  Foi então que as coisas aconteceram e o dinamismo continuou  de uma forma que eu não pude [...]

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Protótipo de gente

Estou frequentemente mal humorada e fria, logo não tenho oportunidadades para escrever o que quero, só redações chatas, com temas que raramente me interessam. E o blog fica em 2568 plano.
Já tem um tempo que tempo deixou de ser tempo e agora não passa de uma mistura de fatos, uma massa gelatinosa e confusa de [...]

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depreciação do humor

A vida deveria imitar um  comercial de margarina

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tato e sensibilidade

Agora eu tenho um sabor estranho na boca, não sei se gosto. Agora eu tenho uma sensação no braço que não me deixa, como se alguém o tivesse segurado com uma força indecente e a possessão ficou marcada na minha pele.
Eu não reconheço meu corpo, é difícil identificar onde começa e onde termina o que [...]

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Um telefonema

Existem dois pesos, um dia descubro a medida deles, mas por enquanto, só sei que existem e são profundamente notáveis. De um lado da balança tem aquele que está sempre de partida, cujo fardo de culpa se acumula em cada despedida. De outro, está sentado aquele que sempre assiste as idas, aquele que fica e [...]

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em número contínuo de vezes…

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Meninos choram

Ele era um garoto, ele não passava disso, ele nunca foi mais do que isso. Mesmo que tivesse cinquenta ou vinte e dois anos, ele seria sempre, para sempre, um garoto. Ele tem coração, ele tem sentimentos, ele tem alma de menino que ganha bombom da vovó todo domingo, ele cheira a talco, ele inspira [...]

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Se você soubesse a imensidão da dor que me causa cada manhã sem você, talvez teria adiado de boa saúde a sua já contada partida. Agora me pergunto o que faço com  toda a ausência que sobrou, com o nada que me restou e toda a falta que me mata um pouco por dia. Não [...]

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oh, mundo cruel


Hoje e por muito tempo acho que só terei uma infinidade de três pontos.

Assim como uma concha marinha na areia, aparentemente seca, morta, sem graça, estou só na carapaça sem vida, pedindo que não caiam águas do céu, mas sim qualquer coisa mais parecida com “milagres”. Mas o que me alcançam são só aquelas mãos [...]

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Não costumo escrever em momentos de felicidade – acho que nunca fiz isso – mas como hoje só estou numa felicidade morna, talvez assim eu consiga falar como se estivesse na felicidade extrema da sexta-feira.
Será que existe alguma forma de falar de  sorrisos rasgando bocas, bochechas doloridas, estômagos amassados e quedas ao chão como se [...]

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