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Archive for novembro \29\UTC 2007

Momento drog

olhos.jpg

Hoje a manhã estava tão linda.

Tão incrivelmente branca. TUDO, exatamente tudo, até mesmo o ar era branco.

E quando entramos na sala de aula as coisas ficaram tão banalmente amarelas.

My Gosh, as cores me assombram.

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Incoerências II

Hoje estou… ou sou?

 Não sei dizer ao certo… às vezes confundo o verbo ser pelo estar, mas hoje ou sempre estive/fui … cansada. Aquela leve nostalgia;

Não fiz nada, nunca fiz e nem vou fazer para que justifique meu cansaço. Então estou/sou cansada de quÊ? Não posso me cansar da vida, sou jovem demais para passar por isso.

 Me sinto sem alma, como se fosse uma estátua, só que às vezes as estátuas têm almas.

Por que sou obrigada a me suportar? Adolescência.

E também, como posso explicar, se procuro a verdade num poço de vazio e encontro um pedaço de vazio?

Às vezes sou desumana, só isso.

Simplesmente isso.

Nada mais a dizer, a lamentar

Prefiro ir ler Agatha Christie .

Boa Noite

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Incoerências

Um aviso precipitante:Se vc for esperto não se dará ao trabalho de ler isso.

Oi pra você.

Esta noite percebi o quanto tenho muito de mim em mim mesmo, e temo descobrir-me mais a cada dia. Já sentiu essa sensação?

De andar pra frente dando passos regressivos? De voltar sem nunca ter ido? De cair na água e se afogar sem nunca se molhar? De ver a chuva, mas não senti-la? De pensar mais que o cérebro? De sentir saudade de alguém que nunca viu?

Ontem a noite eu andei a praia toda, comprei um equipamento de mergulho e pulei no mar. Céu azul como a banana e água salgada como o brigadeiro. Um gosto amargo de mel, cheiro de maresia grudado na pele. Fui até o horizonte à nado.  Quem diria que lá eu fosse mergulhar tão fundo e acabasse descobrindo um defeito no equipamento, me livrei como se dele não precisasse, me senti um peixe no mar, parte daquela natureza.  Eu vi os corais, as tartarugas, as estrelas e um tubarão que me deu uma rosa. De uma maneira estranha eu flutuava na água, e um golfinho me guiava como um agente de viagem, eu não precisava respirar.

Mas mesmo assim a beleza me sufocava… me apunhalava… me torturava… me  dominava… me tirava a vida que havia dado.

 Não havia volta, as coisas belas são mortais. O mar leva embora o objeto de sedução.

Acordei molhada, soando o seco e respirando a falta do ar.Hoje chorei o riso.

Hoje experimentei as incoerências.

Se nada faz sentido pra tu, experimente mergulhar o abismo em você mesmo. Mas volte vivo.

Falando sério…Tenho que preparar as preparações para semana que vem enfrentar o impossível.

 Passar no curso de inglês.

 Hoje tive uma conversa interessante-estranha com meu professor e minha irmã à respeito das coisas que não entendemos. Como posso me sair tão mal, depois de provar que poderia me sair bem?

 Eu te explico a questão, mas não tenho certeza se sei a resposta.Como posso estar a ponto de reprovar se eu acompanho tão bem as aulas? Ele se sentiu culpado com a minha frustração, com a testemunha de minha irmã e com falta de opções dele. Não há o que fazer, ele tentou facilitar para mim e eu o decepcionei. E então apareceu uma chance. Tenho que fechar a prova Listening dele. Ele pediu o impossível e cá eu vou tentar. Quando fui me dar por mim, eles estavam tão tristes, a ponto de chorar por mim. Eu ri. Eu chorei da minha atitude.

Mas pra quem não me conhece, eis um detalhe, eu choro seco. Eu rio chorando. Eu tenho senso de humor nesses momentos, eu sou outra pessoa. É tão estranho, o quanto eu posso ser eu e Mim ao mesmo tempo.

Tenho medo de Mim

Obrigada pela atenção.

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FEEEEEEEEESTA e mais desventuras

Foto do niver de Elisa.

 Eiiiiiiiii
 

Domingo, ontem: festa.
Aniversário de uma grande amiga, Elisa. Amiga de infância e velhice (sou velha demais, vc que num sabe). Foi lá no AERT, ao meio dia até às seis. Ela estava linda como sempre o foi e a sua festa também. Um outro beijão e abraço de quebrar as colunas pra ela.

Sabem como é né, não podemos ser anti-social a vida toda, de vez em quando é preciso dar umas discontraídas. Ir a umas festinhas e outras, jogar conversa e fora e conhecer pessoas novas, e, assim foi que aproveitei o evento de Elisa. Fiquei por lá com minha irmã Dani (que se tornou a fotógrafa mais procurada da festa), Cagol minha linda prima mais velha, minha amigona Lorena e Narjara ex-visinha de Elisa(que temos gostos parecidos e por sinal ela é uma boa pessoa)

Segunda, hoje: Pois é, hoje foi um dia interessante. Dei um presente pra Dóris, na verdade, aquilo foi mais uma insistência dela, pois há meses ela me pedia um marcador de páginas e eu sempre a enrolava, como ofício de uma Francielli. Ok ok, gastei alguns minutos do meu fds pra fazer um marcador “bonitinho” pra ela e a entreguei esta manhã, durante a aula de português (isso te lembra alguma coisa?). Mas vamos pular para algo mais interessante que aconteceu hoje.

12:20, depois da escola.
Como fiquei de ir embora sozinha, pois meu “querridos” amigos me abandonaram para ir de busu. Resolvi tambem ir de busu para não andar muito (sozinha), mas o meu ônibus é outro. Está bem, abri a mochila, lá estava a carteirinha da SETPES, beleza. Peguei o busu e o que acontece? A minha amada-louca irmã não avisa que gastou meus créditos, e já com o ônibus andando eu não tinha dinheiro para passar a roleta. Antes que eu pudesse fazer qualquer coisa inesperada (sim, eu tive pensamentos demoníacos em que atacava minha irmã com um porrete) uma senhora muito generosa ao perceber meu cínico desespero por não ter dinheiro para ir embora, se oferece para pagar a  minha passagem. Cara, fiquei muito sem graça naquela hora, mas para não ser fria (e não pagar mais mico) aceitei seu dinheiro de bom grado. Só que tinha um outro problema, eu não quiria abusar da bondade que aquela senhora estampava no rosto, pois afinal, eu morava há apenas 4 pontos de ônibus da escola.Você está rindo? Não ria, foi uma situação em que eu me senti ingrata. Rodei a roleta e desci, torcendo para que ela não me visse descendo na hora.
 

Ao chegar da escola…
Tomei uma decisão importante na semana passada (na verdade há muito tempo) e hoje foi a ação. Mas me deixa contar o que aconteceu, sabe, não se esqueça meu quarto nome é Errante.

Semana passada Dani, minha amada-louca irmã marcou consulta com o otorrino e anotou na geladeira: “Fran, otorrino. 15:00 (lê-se 16) horas.”
Entende o erro de comunicação?
Tá bem… olha como foi. Francielli consciente de que seria lá pelas 16, ao chegar em casa almoçou, assistiu jornal, e sem que percebesse estava dormi-babando no sofá. Mas tudo bem, eu ainda por cima me auto-avisei durante o sono-pesadelo (em que a velhinha corria atrás pedindo o dinheiro de volta) “Você tem que acordar antes das três.” Só queeeeeeee, só ouço minha irmã chegando em casa: “Você ainda não se arrumou?!” pulei do sofá “Cuma? Já são três horas?” “QUASE! Já estamos atrasadas!”. Eram 14:30 e Fran se embaraçou ate´conseguir entender que tava escrito no bilhete 15:00 horas. Não sei contar COMO eu consegui me ‘arrumar’ em dois minutos, mas foi voando que cheguei ao ponto de ônibus. Detalhe, se a cabeça não estivesse pendurada no pescoço, eu a teria deixado para trás. Quando estava no ônibus, Danielle pergunta: “Cadê sua bolsa? Não está trazendo os documentos?” Um momento daqueles em que vc olha a sua volta e se sente nua sem estar carregando nada. Cadê os documentos? Oh my Gosh, já estava atrasada, já estava no ônibus e não tinha jeito. Mas ao chegar lá recorremos ao plano B, subornar a boazinha da secretária. Olha que funcionou, temíamos que desse tudo errado de novo. Quando cheguei em casa liguei pra lá e dei o número do meu cartão da Santa Casa. No entanto, enquanto estávamos lá eu queria enfiar a cabeça debaixo de uma bacia de água gelada e se afogar. Sem saber que estava morrendo asfixiada ou por frio.

O meu médico, há quanto tempo não o via? (como saber, se afinal não levei os documentos para consultar isso?) Cara, dois anos que não consultava com ele. Um homem vestido de branco, os poucos cabelos igualmente branco e a mesma cara de velho.
Ai vai um pedacinho da conversa:
Médico: “Menina, como você está crescida, bonita! (olhar 43) Se casou?”
Fran (corada): “Ah.. não.”
Médico: “Nem eu” (pegando ousadamente na minha mão)
Fran: “Bom pra vocÊ” (retirando imediatamente a mão)
Médico: “Bom pra VOCÊ” (piscadela)  
Do meu lado dava para ouvir uma Danielle tendo um ataque de risos (maldita).

Pois é, e depois ele foi cantar a fonoaudióloga. Coitada.

Gente, outro dia eu apareço;

Um beijo

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Estreando o Diário

Olá!

Formalidades aos caros visitantes e um abraço grato daqueles pra Dóris.

Não sou boa com primeiras impressões, mas estou num dilema, pois preciso impressionar a mim mesma. Então finge que eu não sou estranha. Porque estranho é o seu preconceito! É, nem comecei direito e já estou sendo grossa com o meu leitor. Minhas desculpas. Prometo em nome da Liberdade do povo Norte-americano que sou legal, prometo que não vou te entediar (isso vale para mim também) e que não vou escrever besteiras (ainda tenho dúvidas quanto a isso). Mas que tentarei ao máximo deixar as trivialidades de lado sem abusar para a hipocrisia. A minha rotina é um pouco negra e não deixa de ser interessante. É… Isso é relativo, deixo essas conclusões para os comentários (se esses aparecerem).

Como prova da afirmação acima, tenho algumas aventuras para contar… Aconteceu ontem, e quase não quero escrever isso, mas não consigo me segurar sabe, começo a rir só de pensar. Na verdade, esse é um dos motivos desse blog, tirar de dentro do estômago qualquer tipo de coisa que sufoque, que te afogue e tire o fôlego. Se prepare, principalmente você, Dóris, ao se deparar com esse post e encontrar essa história um bocado absurda.

Uma tarde normal, voltando pra casa depois de um dia escolar proveitoso. Eu e Dóris nos misturamos com os estudantes pachecolinos na rua. Até que avistamos a misteriosa professora Ângela, de português. Falta do que fazer, falta de vergonha e insanidade são uns dos n motivos que nos levaram a querer seguir a mulher indefesa. A “dita cuja” vira sempre numa esquina em todos passam direto. Ela vai sozinha por aquela rua em direção ao Supermercado Carone. A seguíamos de uma boa distância, esperando que ela não nos visse, mas que também não disfarçávamos tão bem a nossa presença. Primeiramente tínhamos apenas uma curiosidade de saber onde a mulher murava, mas como se não bastasse começamos a “mirabolar” planos infalíveis para um dia assaltar a casa dela (como aqueles romances de mistério da nossa tão esplêndida Ágatha Christie) e roubar os livros que ela tão orgulhosamente mencionava em suas aulas. Mas claro, não se assustem, era brincadeira.

E lá fomos nós. Rindo e dobrando de rir daquela idéia. Até que a professora resolve parar num maldito chaveiro! Quer dizer que ela pega todo dia esse caminho para encontrar-se com um chaveiro?! Confesso que foi estranho. Elementar, meu caro Watson.

 Como para disfarçar nossa ousadia, entramos numa lanchonete em frente ao chaveiro, e ficamos a observá-la dali. A loira gastou mais de vinte minutos naquele lugar… parecia que não ia embora nunca. Os cinco segundos que gastei para rir de alguma piada de Dóris, a mulher desaparece, evapora, submerge. Olhei para todos os cantos da rua (ta, nem todos, pois Dóris fez o obséquio de ficar na minha frente). Até que praticamente gritei: “Cadê ela?” Gente, o que foi aquilo? Só vejo ela esticando o pescoço e dizendo: “Eu vou ai heim!” Nem para dizer: “Ei professora! Como vai?” Mas não, o estado de choque era tão avançado que nem conseguimos tomar qualquer reação, o queixo desceu até o chão.

 Se ela ainda não havia percebido que estava sendo seguida, naquela hora percebeu. Sim, nós subestimamos a capacidade de nossa vítima. Se nos apoderamos dessa aventura por falta de vergonha, acabamos tomando uma dose excessiva dela. Eu já nem sabia onde enfiar a cara. A mulher apenas seguiu o seu caminho rindo debochadamente (ou pelo menos foi assim que eu via, pois cheguei a ficar com medo dela).  Tá bem, ta bem… não sei o que ela quis dizer com aquele : “Eu vou ai heim!” mais foi assustador, pois a adrenalina era intensa. Tive até pesadelo com aquela ‘insonora’ risada: “Muhahahaha”.

Gente… enfim, é isso aí. Espero aparecer com frequência, e claro, com novidades.

 Está passando um filme, vou lá.Adeus, adio,  goodbye baby!

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