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Archive for abril \30\UTC 2008

EU AMO A MINHA IRMÃ

Eu amo a minha irmã, sem mais delongas, apenas isso…

EU A AMO!

Talvez pq eu considere o fato super normal de outro dia desses, quando eu estava saindo de casa bem noitinha  e ela correu do banho até o portão, gritando; EU VOU TE BUSCAR, ME LIGUE. Ela estava bem alheia à sua realidade de mulher molhada, enrolada à uma toalha na calçada.

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Senhora

 

Na sala, cercada de adoradores, no meio das esplêndidas reverberações de sua beleza, Aurélia bem longe de inebriar-se da adoração produzida por sua formosura, e do culto que lhe rendiam; ao contrário parecia unicamente possuída de indignação por essa turba vil e abjeta.

Não era um triunfo que ela julgasse digno de si, a torpe humilhação dessa gente ante sua riqueza. Era um desafio, que lançava ao mundo; orgulhosa de esmagá-lo sob a planta, como a um réptil venenoso.

E o mundo é assim feito; que foi o fulgor satânico da beleza dessa mulher, a sua maior sedução. Na acerba veemência da alma revolta, pressentiam-se abismos de paixão; e entrevia-se que procelas de volúpia havia de ter o amor da virgem bacante.

Se o sinistro vislumbre se apagasse de súbito, deixando a formosa estátua na penumbra suave da candura e inocência, o anjo casto e puro que havia naquela, como há em todas as moças, talvez passasse desapercebido pelo turbilhão.

—————————————

Eu li esse livro quando tinha 13 anos e nem sabia direito o que era literatura brasileira.

Mas fiquei muito encantada com “Senhora”

É um romance classificado como romântico urbano escrito por José de Alencar em folhetins.

A mulher nessa obra tem um grande valor, ela é idealizada de forma sedutora. Conta-se a história de Aurélia Camargo e sua repentina entrada para a elite carioca.

Quando pobre, Aurélia tinha um caso de amor com Fernando Seixas, um jornalista que precisa de grana rápida para pagar dívidas deixadas pelo pai.

Quando a delicada moça esperava que ele ficasse com ela para sempre, Fernando fica noivo de Adelaide Amaral pelo dote. Mas o coração do rapaz pertencia mesmo a Aurélia.

Decepcionada e cheia de ódio, Aurélia jura se vingar de Fernando. Até que lhe aparece uma chance.

Um avô que nunca sabia ter existido morre, e lhe deixa uma herança estupendamente gorda.

 É nesse momento que Aurélia entra na parte dominante da sociedade. Mas ela entra de forma tão esplêndida que cativa a todos. E logo chama a atenção de Fernando, que sempre a amou.

Ela lhe propõe casamento e ele aceita.

E ai começa a história. Enquanto todos pensam que eles são o casal perfeito, na verdade é tudo fetiche de Aurélia. Era parte do plano dela comprar Fernando para fazê-lo sentir-se um estorvo, um escravo dela e não um marido. O que causa um tremendo choque em Seixas, pois esperava um tratamento amoroso vindo da esposa. Eles nunca chegam a consumar casamento, e isso era para aumentar ainda mais a humilhação do homem.  Que era uma espécie de brinquedo de Aurélia.

Isso já deve servir de recado para os rapazinhos que resolverem mexer com a fragilidade de uma mulher… Nada como uma mulher com ódio, parece um furacão que ninguém segura.

A verdade é que Aurélia tem um comportamente equizofrênico, com sentimentos contraditórios. Dividida entre o amor e ódio, entre a vingança e o perdão. O amor parece ser a sua salvação, no entanto ela se redimi a perder o homem que ama por causa de seu orgulho.  

Cansado de se senti envergonhado e desprezado pela esposa que ama, Fernando não ve a hora de romper esse casamento com Aurélia. Com muito trabalho no jornal, muito suor de trabalhador, sem parar em casa – principalmente para não ter que enfrentar o rosto gelado de Aurélia todos os dias – ele consegue juntar uma boa quantia em dinheiro para poder devolver a parte do dote de sua mulher amargurada. Dessa maneira ele poderia anular o casamento de forma justa, pq afinal não houve consolidação do casamento;

 Esse conflito entre os protagonistas gera momentos de grande emoção e sofrimento. É desse embate entre o desejo de vingança e o desejo de amar em plenitude que nasce a ação psíquica que se transforma em enredo. O psiquismo da obra critica uma sociedade que valoriza mais a aparência e o dinheiro que os sentimentos humanos, a idealização das personagens reflete o universo romântico presente na obra.

A realização amorosa só se cumpre depois de Aurélia vencer a aparente esquizofrenia que parece conduzi-la á dúvida quanto às intenções de Fernando Seixas. O comportamento esquizóide manifesta-se nas atitudes antitéticas de desejar o amor do marido com todas as suas forças, mas lutar contra o mesmo até suas últimas reservas.

No final eles serão separados pelos interesses econômicos, mas serão unidos pelo amor puro, pela certeza de não haver mais nada que envolva dinheiro entre eles.

 

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Espere…

Pronto.

Estou preparada para falar desse livro, embora acredite que nunca farei um post digno desta obra perfeita de Gabriel García Marquez.

Cem anos de Solidão, é sem dúvidas um livro que me deixou chocada, admirada e incrivelmente sensível. Juro que depois que li esse livro andei meio retardada, só pensando nas coisas que aconteciam nele – e já me acho retardada normalmente. A verdade é que prometi a uma amiga que não contaria nada sobre esse livro, mas é uma coisa tão cruel não poder mostrar minha empolgação. É um martírio.

Essa obra é um marco na vida de um leitor.

É importante ressaltar antes de tudo, que a história é fantástica. Ou seja, o livro todo é surreal, algumas coisas realmente não tem nem um pingo de cabimento; mas é além de tudo humano. Mesmo que as  coisas pareçam loucura, a vida e suas coisas são uma loucura; mesmo que às vezes os personagens possam parecer desumanos, eles são acima de tudo vivos e reais nessa leitura.

Esses personagens são tão interessantes e profundos ( e simultaneamente vazios e solitários) que é impossível não se sentir tocada por eles.

Aliás, quantos personagens… muitos mesmo… Algumas vezes, principalmente no começo, a gente tende a se perder com a árvore genealógica deles, porque a maioria é parente.

Afinal, trata-se da história da família Buendía, fundadora da aldeia Macondo, que logo viria a ser uma espécie de cidade importante e centro de fuzilamentos.

Os Bundías ao todo são completamentes distintos. Fisicamente parecidos, com alguns hábitos parecidos (como o de tomar café sem açúcar), mas essas coisas não se contam quando se trata de personalidades diferentes.  Ora,  isso é normal, toda familia é assim. Só que eles nunca (em momento algum) poderiam representar o retrato da normalidade.

Enquanto o patriarca e fundador de Macondo, José Arcadio Buendía é um visionário desequilibrado das idéias, a sua esposa e grande pilar da estirpe, Ursula Buendía, é uma mulher inteiramente sóbria e esbanjadora de energia até o quase interminável fim de seus dias. Sem demora nascem seus filhos José Arcadio, Aureliano e Amaranta.

De todos esses filhos, cada um teve um destino cruelmente trágico. Poucas vezes esses filhos se cruzam ao longo da jornada. Porque José Arcádio vai embora e só volta 50 páginas depois, Aureliano logo tornaria-se uma espécie de Hitler do tempo dele, “o temível Coronel Aureliano Buendía” – que perdeu 32 guerras, teve mais de 17 filhos e escapou 11 vezes da morte, este só vive para suas batalhas – já Amaranta (que na minha opinião foi uma das personagens mais complexas)  passaria a eternidade de sua vida dentro da mansão dos Buendías.

Os homens logo espalhariam suas sementes, e novos Buendías dariam continuação à desgraça da  família. Sim, desgraça. Porque os Buendías, de poucas coisas em comum, eles tem principalmente a solidão. A solidão seria para eles uma espécie de dom, de herança. Eu ainda não sei ao certo definir a solidão como uma qualidade ou um defeito. Mas para eles era tudo o que tinham. Nunca amaram-se, nunca compartilharam felicidade, apenas partilhavam solidão. Embebiam-se e afogavam-se em solidão.

Todos eram ensimesmados (uma palavra muito usada pelo autor ao longo da obra) e muitas vezes procuravam matar a solidão, em meios de batalhas revolucionárias, de festas abundantes, de orgias, sexo, ilusões amorosas, obsessões, livros, ciência e invencionismos, etc. Ou seja, cada personagem tinha para si, uma maneira de lutar contra a solidão, mas ela era como erva daninha que fazia parte da vida deles. Como se fosse um órgão vital do corpo de cada um.

Ser um revolucionário liberal não provava ao Coronel Aureliano Buendía que ele não era vazio e solitário. Ser alegre e extrovertido, não provava que Aureliano Segundo ou Renata Remédios não eram solitários. Ser a deusa Afrodite encarnada com inocência sendo adorada pelos homens, não provava a Remédios, a bela,  que estava livre da solidão.

Todos, sem exceção, tiveram seus fins de maneira trágica, como já citei. Só que não dá para parar e se lamentar pelo personagem perdido por muito tempo, porque ainda existem outros pra você se agarrar. Então não se trata unicamente de uma história.  Trata-se literalmente de uma ESTIRPE, de todos os membros. Sendo assim, não há uma história linear.

Uma personagem que não é muito mostrada, mas que me conquistou logo de início foi Rebeca, a menina que comia terra (Eca). Ela era tão complicada, tão profunda, que eu não saberia descrevê-la. Mas sua intensidade era baseada nas suas angústias amorosas. E até hoje não consigo entender como ela sofria quando tinha tudo para ser feliz. Primeiro tinha o marido “perfeito”, todo certinho e rico. Depois trocou-o por um “irmão” que era um símbolo sexual em Macondo. Por que ainda assim ela não era feliz? A solidão. Embora sempre tivesse alguém do lado dela, ela era solitária. E um poço de mistérios para mim. E o mais estranho foi que ela não morre, pelo menos eu não vi como ela morreu. Se bem que quando falava dela eu me arrepiava, ela estava indo embora do mundo de forma lenta, e já não vivia como um ser humano saudável. Acho que tornou-se uma morta-viva no seu palecete desgastado pelo tempo.

Eu não sei definir ao certo o impacto que me causou cada personagens, mas sei por exemplo do desprezo que senti pela Fernanda e Amaranta logo de começo, sei da simpatia que tive por Meme e de como me senti tocada pela morte dela. Acho que o fim de Meme me deixou com o coração mais pesado do que a morte do último Buendía, que foi sem dúvida muito assustadora.

Esse é um livro que pretendo ler mais uma vez, e acredito que será uma leitura tão maravilhosa quanto a primeira.

Os sentimentos são retratados aqui com tanta intensidade e ao mesmo tempo com tanta leviandade que o leitor fica tão surpreso…

É tudo tão…

A-P-A-I-X-O-N-A-N-T-E

Chega de revelações…

vou lá ler “Amor nos Tempos do Cólera”

;*

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O Outro lado da meia-noite

Eu sei, eu sei, S.S. é um escritor de linguagem medíocre e não merece tanta atenção. Mas não estou nem aí, é um livro que terminamos de ler num dia e ainda é intrigante. E além do mais, ele é fácil de seer analisado, não que isso seja um poonto a mais… mas ahhh, não tenho defesas![2]

Esse foi o livro de S.S. que mais me chocou. se bem que todos são chocantes, mas esse me deixou com cara de perplexa por uma semana.

É um livro um pouco confuso, principalmente no começo, quando conta paralelamente a história de duas moças que não tem nada a ver uma com a outra. A insegura Catherine Alexander e a sensual Noelle Page. Uma mora na América e a outra está a um oceano Atlântico de distância, morando na França, o que as duas teriam em comum?  Larry Douglas.

O começo do livro se passa na Grécia e mostra uma cena de tribunais e holofotes. A pessoa que está sendo julgada é Noelle Page, e ela é retratada como uma musa pelo narrador, ou pelos personagens- tanto faz-, porque vai mostrar o ponto de vista de cada amante que Noelle já teve.

E então logo nas primeiras páginas o leitor já se encanta pela Noelle, porque ela é a Jolie dos anos 40. Uma grande atriz, modelo, estilista e socialite, talvez a mais famosa daquela época. O mundo todo parece que pára de funcionar para se concentrar no que vai acontecer com ela. Pessoas de todo canto do planeta vão até a Grécia para acompanhar o processo judiciário de perto. No começo você não entende de quê ela está sendo acusada, e aliás, ela não aparece. Ela apenas é citada pelos amantes que vão até o tribunal.

Isso é o prólogo.

Depois, no primeiro capitulo já começa a mostrar Catherine 30 anos atrás. Na verdade mostra a infância e juventude dela, onde ela viveu, como viveu, quais eram seus sonhos, seus heróis e medos. Catherine sempre foi uma criança insegura e atrapalhada nas suas ações, desde o colegial nunca se deu bem com os companheiros da escola. Apesar de ser uma mulher bonita, ela era mesquinha e excluida demais pelos estudantes. Era isso que ela era, uma pessoa que nunca seria notada. Uma menina muito sem graça e sem conteúdo para as pessoas da sua idade. Assim como Noelle, Catherine era pobre e talvez por causa disso não teve muitos momentos bons na juventude, pq nos EUA tem a regra do sonho americano, só é feliz e aceito pela sociedade quem é rico.

Só que uma qualidade muito importante em Catherine seria sua inteligência e talento para resolver os problemas. Ela era muito eficiente em tudo o que resolvesse fazer. Por isso ao migrar para outro estado na intenção de melhorar de vida, Catherine logo conseguiu emprego de secretária em uma grande empresa de relações públicas. A partir daí sua vida dá um salto espetacular.

Ai no próximo capítulo mostra a infância e juventude de Noelle. Uma francesa de uma bairro pobre, sem mínima chance de ser reconhecida pelo resto do mundo.  Só que ela era linda demais para viver naqueles meios. De repente a vida dela da um reviravolta inacreditável. Sabe aquela expressão: “Tá ruim? Calma que depois piora“. Foi o que aconteceu, o pai dela colocou-a para trabalhar como modelo aos 16 anos, só que o chefe dela a abusava sexualmente e o pai nem ligava porque também estava sendo beneficiado financeiramente. Foi a partir daí que Noelle descobriu as fraquezas dos homens e aprendeu a como explorá-los. Esperta como sempre o foi, Noelle fugiu de casa com destino a Paris. Jovem, sem documentos e sozinha, Noelle ficou a mercê dos perigos do mundo. Foi ai que apareceu o charmoso e bem sucedido Larry Douglas, por quem ela se apaixona perdidamente. O bonitão a ajuda e lhe dá esperanças de uma vida melhor. Ele era o sonho que ela nunca esperou em um homem. Ele era o cara perfeito.

Até que ele a pede em casamento. A vida dela não podia estar melhor. Exatamente isso, aquilo era bom demais para estar acontecendo. O cara apenas estava iludindo-a, ele não queria nada, a não ser ter momentos prazerosos com ela. E antes que pudesse se dar conta do que estava acontecendo, Larry Douglas a abandona. A partir daí ela nunca mais confia em ninguém e alimenta para si um ódio tremendo pelo rapaz. E começa a bolar um obsesssivo plano de vingança contra ele.

Mas como uma moça como ela, encontraria um rapaz como Larry? Se encaixando na elite francesa.

E então depois fala um pouco da Cathy, e depois volta pra Noelle. Assim sucessivamente.

A história passa-se em cenários variados, e mostra os personagens antes, durante e depois da 2ª Guerra Mundial e como isso influencia na vida deles.

Um livro que fala de amor, ódio, sexo e terror com um equilíbrio surpreendente.

É tudo tão envolvente porque tem muitos mistérios, você quer saber como será a vingança de Noelle Page, e o que Catherine tem a ver com isso.

TREMENDAMENTE ESPETACULAR!

Com um final MUITO chocante!

Sheldon, vc é meu herói!

;D

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O céu está caindo

Eu sei, eu sei, S.S. é um escritor de linguagem medíocre e não merece tanta atenção. Mas não estou nem aí, é um livro que terminamos de ler num dia e ainda é intrigante.

Aahhh, como é emocionante falar desse livro.

É emocionante pq foi o primeiro livro de Sidney Sheldon que eu li. E sabe o melhor? Eu o li em voz alta para um grupo de pessoas durante uma semana.

Já faz uns três anos isso, mas ainda me lembro de como foi boa essa leitura, como eu não conseguia parar de ler, mesmo depois de minha garganta pedir arrego.

Assim como todos os outros livros de Sidney Sheldon que eu li depois, esse livro prende o leitor.

Conta a história de uma jornalista muito famosa, no padrão de Fátima Bernardez. Ela resolve investigar a estranha morte da família mais rica dos EUA. Enquanto para o mundo tava provado que aquelas mortes foram acidentais, para ela, Dana Evans, essas mortes comuns eram estranhas demais.

Ao retornar ao trabalho, Dana entrevista o jovem milionário e provável candidato ao Senado, Gary Winthrop, que, no dia seguinte, é assassinado em sua casa por ladrões de obras de arte.

Tudo leva a crer tratar-se de um crime comum, mas Dana desconfia de ladrões que matam sua vítima e se esquecem de levar as obras mais valiosas. E resolve investigar o caso mais profundamente. Logo descobre que, nos últimos meses, outros cinco membros da família Winthrop, uma das mais generosas, poderosas e famosas do mundo, também morreram em acidentes fatais. Certa de que ali havia mais que coincidência, Dana resolve investigar os casos, apesar de todos os que entrevista, e mesmo seus superiores, não acreditarem em suas suspeitas.

Envolvida na busca de novos fatos, Dana viaja para a França, Alemanha, Itália, Rússia e até para o Alasca, apurando fatos e buscando a real ligação entre as mortes. Sem perceber que, ao remexer em fatos esquecidos no passado ela está colocando em risco a própria vida e a de seus entes mais queridos, Dana começa a desvendar o mistério. E descobre uma intriga de proporções gigantescas que pode por em risco a segurança de todo o planeta.

“A trama cativante elaborada por Sheldon é enriquecida por personagens bem verdadeiros, que criam diferentes níveis de emoção e envolvimento neste romance inesquecível. O melhor Sidney Sheldon dos últimos anos, O CÉU ESTÁ CAINDO, lançado quase simultaneamente no Brasil e nos Estados Unidos, já chegou às livrarias americanas no topo das principais listas de mais vendidos.”

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Expondo alguns quadros IV

colhedoras-de-flore.jpg

As irmãs e as flores.

Essa é foi a última tela que pintei, até agora.

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Expondo alguns quadros III

bailarina.jpg

 

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