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Archive for dezembro \02\UTC 2009

“O Bolota morreu”. Minha irmã me acordou assim e eu fiz perguntas incrédulas e idiotas  como se não tivesse entedido. Ai ela chorou. Mas continuo procurando por ele  no meio da casa. No meio, porque ele não era gato de ficar nos cantos, ele ficava no nosso caminho. Gordo e impassível. Mesmo depois de ver o “corpo” dele não consigo me conformar, não com sua gordura de gato castrado, mas com sua morte. Suas perninhas rijas pra cima me assustam, tenho vontade de abaixá-las pra parecer que ele apenas dorme, mas não dá certo porque ainda tenho medo que ele me morda.

Agora ele está dentro de uma caixa esperando meu tio enterrá-lo, porque nenhum de nós tem sangue-frio pra isso. Quando contei-lhe que Bolota estava morto, a primeira coisa que ouvi foi: droga, precisamos arranjar um novo gato.

Nossos animais são substituíveis.

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