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Posts Tagged ‘Milan Kundera’

[ODEIO ESSE LIVRO. CULPA SUA DÓRIS]

 

Mas amei lê-lo. *-*

Escrito por Milan Kundera,  com um cenário influenciado pelo regime comunista na Europa-oriental.

Conta-se a história do relacionamento de dois casais: Tomas e Tereza, Franz e Sabina. É retratado os amores, os ciúmes, as incompreensões, os confrontos e diferenças desses casais.

É mostrada a invasão russa à Tchecoslováquia e e  clima de tensão política que pairava na Praga daqueles dias.

E entãO  passarão décadas, os cenários vão variar-se, a história fica linda. 

O livro é por si muito filosófico.  Com constantes ‘saídas’ de texto feitas pelo autor.

Ele coloca em questão a dualidade do ser humano. O foco mesmo está na leveza e o peso, mas ele fala muito também do amor, da compaixão e do eterno retorno.

 Cada personagem tem uma representação diferente do pesado e do leve, Tomas é um homem leve, mas que carrega o peso de Tereza. Sabina é o feminino de Tomas, e Franz é um intelectual que sente boa parte da vida um insuportável peso das coisas que não gosta, porém não consegue se livrar delas.

 Vai ser colocado a diferença entre o amor e e o sexo, que no caso, Tomas provará isso a Tereza com suas incansáveis traiçoes. Tereza representará a esposa fiel, enquanto Tomas procurará nas amantes o milésimo que diferencia uma mulher da outra.

Tomas ama a sua esposa como a uma criança que apareceu numa cestinha na porta da sua casa. Ele a  protegera a sua vida inteira, a amara imensamente e ele nunca conseguiria procurar nela o milésimo que ele encontra nas outras mulheres.

Outra personagem também importante é a Karenin, a cadela de Tomas e Tereza, que mostrará um amor diferente, será aquele amor que nada quer em troca, será uma amizade daquelas que vc não quer saber se o outro te ama tbm, aquele amor de cão. Para mim, Karenin foi como uma corda que permitia que a união de Tomas e Tereza não se perdesse. O filho que eles nunca tiveram. *-*

O ser humano nesse livro é como algo que anda em linha reta, sem ter a oportunidade de ver tudo de novo. porque vivemos apenas um vez, estamos num palco sem ter a chance de ensaiar.  O que concordo literalmente.

Como esse livro é influenciado pelo comunismo na Tchecolosváquia, teremos aqui uma crítica política.  Sempre estamos com novos idealismos para substituir o antigo, sempre termos um governo para derrubar o outro, e ninguém quer admitir a culpa dos erros, porque somos eternos ignorantes. Nada nunca está perfeito. Veremos como o homem está o tempo todo criando uma capa sobre si.  Como somos vistos pela sociedade, e depois aquilo que somos.

“A janela dava para uma encosta coberta de maciairas retorcidas pelo tempo. No topo  da encosta, uma floresta cortava o horizonte, e o perfil das colinas estendia-se a perder de vista. À noite, uma lua branca apontava no céu pálido, era o momento que Tereza aparecia na soleira da porta. A lua suspensa no céu, ainda não inteiramente escuro, era como uma lâmpada que tivessem esquecido de apagar de manhã, e que  continuava acesa durante o dia todo no quarto dos mortos.”

 

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